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domingo, 21 de agosto de 2016

O movimento estudantil é analisado em obra coletiva



Dados do Livro:

VIANA, Nildo (org). O Movimento Estudantil em Foco. Goiânia: Edições Redelp, 2016.



O Movimento Estudantil em Foco reúne análises do movimento estudantil sob diversos aspectos a partir de uma perspectiva crítica e renovadora. Assim, temas como reivindicações estudantis, MPL, Frente de Luta, Maio de 1968, formação e ressocialização estudantil, são analisados criticamente na presente obra.


A Coleção Movimentos Sociais, Poder Político e Transformação Social, é uma coedição do NEMOS – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Movimentos Sociais, da Faculdade de Ciências Sociais da UFG (Universidade Federal de Goiás) e Edições Redelp. Ela visa publicar reflexões teóricas e análises concretas sobre os temas que são título desta coleção e da linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFG.



Veja o Livro:


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Livro discute teoricamente os movimentos sociais




VIANA, Nildo. Os Movimentos Sociais. Curitiba: Editora Prismas, 2016.

O livro Os Movimentos Sociais é uma introdução a uma teoria dos movimentos sociais numa perspectiva marxista. Ele cumpre o papel de superar a lacuna da falta de uma teoria dos movimentos sociais na abordagem marxista, além de trazer diversos elementos que podem ser aproveitados em concepções não-marxistas. A obra consegue inovar no sentido de apontar um novo conceito de movimentos sociais, mais profundo e embasado que na maioria dos casos, e apresentar relações antes pouco desenvolvidas por outros autores, tal como na relação entre movimentos sociais e mercantilização ou burocratização.

Assim, a obra inicia com o conceito de movimentos sociais, base de todo o desenvolvimento posterior, inserindo esse fenômeno social na totalidade das relações sociais. O conceito de movimentos sociais apresentado vai além dos demais existentes por estar fortemente embasado em uma perspectiva teórico-metodológica e por não ser construído a partir de uma derivação de um movimento social particular e sim como sendo expressão do que é característico do conjunto dos movimentos sociais. Um dos méritos reside na distinção entre movimentos sociais e suas ramificações, apresentando uma interessante discussão sobre a diferença entre um movimento social em sua totalidade (tal como o movimento negro) e suas partes derivadas (organizações, ideologias, tal como o MNU – Movimento Negro Unificado, Frente Negra, Partido dos Panteras Negras, etc., que são organizações oriundas do movimento negro e não ele em si).

Após uma longa discussão e fundamentação do conceito de movimentos sociais, passa-se para uma análise da relação entre esse fenômeno e as lutas de classes. Isso é realizado nos demais capítulos, sendo que nesse focaliza apenas a questão da composição social (de classe) e da hegemonia interna nos movimentos sociais, gerando suas variedades (movimentos sociais conservadores, reformistas e revolucionários). Essas variedades de movimentos sociais estão intimamente ligadas à sua composição social e hegemonia interna.

O processo analítico continua com a análise do modo de produção capitalista, da acumulação de capital e seus efeitos sobre o movimentos sociais. Nesse capítulo, ganha destaque a discussão sobre mercantilização promovidas pela dinâmica capitalista, bem como a relação dos movimentos sociais com tal processo e com os regimes de acumulação, gerando “ondas de mercantilização”, que se aprofundam cada vez mais. A discussão sobre movimentos sociais e Estado tem como mérito analisar as formas de relação entre ambos. Nesse momento, aborda questões como cooptação, omissão, repressão (e criminalização), burocratização, entre outros aspectos, a partir da iniciativa estatal, e as orientações estatistas e civilistas, a partir da iniciativa dos próprios movimentos sociais. Na parte dedicada à análise da sociedade civil, os movimentos sociais aparecem em sua relação com a burocratização, com os partidos políticos, bem como destaca os conflitos sociais e existência dos movimentos sociais populares, ligadas às classes sociais desprivilegiadas. Por fim, a questão cultural é apresentada em toda sua complexidade, envolvendo as produções intelectuais (ideologias, representações cotidianas, crenças, etc.) e sua relação com os movimentos sociais, as lutas de classes e todo o processo social. A questão da produção social da cultura, da sua eficácia prática, bem como de seu caráter ilusório ou verdadeiro, são abordados no interior da dinâmica da sociedade e dos movimentos sociais.


Em síntese, é uma obra abrangente sobre os movimentos sociais, abarcando os mais variados aspectos dos mesmos, numa síntese teórica que explicita o que são os movimentos sociais, qual sua dinâmica e tendências na sociedade capitalista.


Texto da orelha do livro:

O livro de Nildo Viana trata de um dos temas mais relevantes na atualidade: os movimentos sociais. A relevância decorre de vários motivos, incluindo a grande quantidade de movimentos que vemos na atualidade, movimentos muitos diversos na sua composição social e nos seus objetivos. Apesar disso, existe uma lacuna teórica no que diz respeito aos movimentos sociais, pois a maioria dos autores tende a partir de uma concepção empiricista para definir os movimentos sociais e isso provoca muitas confusões na definição do conceito de movimento social. Uma das contribuições de Nildo Viana está na separação entre movimentos sociais e movimento de classe e também na discussão sobre transformação social. Nesta obra o leitor encontrará subsídios teóricos para refletir sobre os rumos que os movimentos sociais apontam para a sociedade: eles contribuem para a transformação social ou dificultam? A ascensão dos movimentos sociais no século 20 tem relação com o declínio dos movimentos de classes? São questões que o presente livro analisa e contribui com a reflexão do leitor.

André de Melo Santos

Trecho do Prefácio:

O livro Os Movimentos Sociais, de autoria de Nildo Viana, chega em boa hora. Trata-se de uma demonstração de que o pensamento autônomo, livre, instigador é possível em época de capitalismo neoliberal conformista.

O que propõe o autor é refletir e delinear uma conceituação acerca dos movimentos sociais apresentando, ao longo do livro, uma análise, que de modo claro, apresenta os principais equívocos teóricos e históricos nas definições de movimentos sociais. Tanto os autores ditos “marxistas” quanto autores de diversas outras linhagens teóricas e metodológicas são repensados a partir de suas limitações conceituais.

Pensar os movimentos sociais no capitalismo contemporâneo significa realizar a crítica aos usos e abusos conceituais e nesse sentido, a obra que vem a público realiza com primor. A erudição do autor é facilmente perceptível a partir do trânsito por autores os mais diversos, fluindo daí uma análise singular e imprescindível para a compreensão dos movimentos sociais na sociedade capitalista contemporânea.
[..]".
Cleito Pereira dos Santos


SUMÁRIO





05 - Prefácio

09 - Introdução

25 - O Conceito de Movimentos Sociais

63 - Movimentos Sociais e Luta de Classes

109 - Movimentos Sociais, Capitalismo e Acumulação de Capital

133 - Movimentos sociais e Estado

151 - Movimentos sociais e Sociedade Civil

173 - Movimentos sociais, Cultura e Ideologia

203 - Considerações Finais

205 - Referências

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Questão da Organização em Anton Pannekoek


Acaba de ser publicado o livro "A Questão da Organização em Anton Pannekoek", organizado por Lisandro Braga e Nildo Viana, e contando com textos de Edmilson Marques, Lucas Maia, Nildo Viana e Renato Souza. Para ter acesso ao sumário e dados do livro, clique aqui.

Trechos da Apresentação do livro:

"Pannekoek foi desenvolvendo suas teses com o passar do tempo, sendo que algumas ideias manteve até o final de sua vida e aprofundou algumas, enquanto que outras ele repensou e reconsiderou. Para analisar as ideias de Pannekoek é necessário ter em mente o seu percurso intelectual. O seu pensamento atravessou algumas fases. Vamos resumir rapidamente estas fases para compreender mais adequadamente o seu pensamento".
...
"Após isto, Pannekoek cada vez mais se coloca numa posição semelhante a de outros militantes e teóricos da época (Otto Rühle, Paul Mattick, Herman Gorter, etc.) e as experiências das revoluções proletárias serviram para que a ênfase nas formas de auto-organização proletária, os conselhos operários, se tornasse mais nítido. Neste contexto, a crítica a partidos e sindicatos se torna mais ampla, bem como a oposição às burocracias em geral e ao capitalismo de estado russo".
...
"A sua obra Os Conselhos Operários é uma síntese das experiências e reflexões de Pannekoek durante este período e é por isso que ele discute o processo de formação dos conselhos, seu papel, sua importância – além de análises breves de questões específicas, como a Revolução Russa – e discute não só a questão organizacional proletária como também a questão do pensamento e das ideologias (no sentido amplo do termo), além de analisar a guerra e o fascismo".
...
"A afirmação segundo a qual a questão da organização é fundamental para Pannekoek pode gerar a ideia de que ele poderia pensar os conselhos operários de forma fetichista. No entanto, não é este o caso. A questão das organizações recebeu tratamento diferenciado por Pannekoek, dependendo da época em que escrevia e do tipo de organização. Lembrando que o pensamento de Pannekoek atravessou algumas fases e que nestas algumas idéias permaneceram, algumas foram abandonadas e novas foram gestadas, é preciso compreender a concepção de organização em Pannekoek vinculado a este processo".
...
"Um questionamento pode ser feito ao terminar esta breve análise sobre a questão da organização em Pannekoek: como fica a questão das organizações dos revolucionários?" 
...
"Nesse sentido, o livro inicia com o capítulo A questão da Organização Proletária escrito por Edmilson Marques no qual ele apresenta a concepção de Pannekoek sobre a mesma, acompanhado dos capítulos de Nildo Viana, Anton Pannekoek e a Questão Sindical, e de Renato Dias, Anton Pannekoek e os Partidos Políticos, nos quais eles discutem a posição de Pannekoek sobre os sindicatos e os partidos políticos. No último capítulo intitulado Os Conselhos Operários de Anton Pannekoek: Uma Utopia-Concreta da Revolução Proletária, Lucas Maia apresenta a revolução proletária como uma tendência histórica na sociedade capitalista".

BRAGA, Lisando e VIANA, Nildo. A Questão da Organização em Anton Pannekoek. Rio de Janeiro: Achiamé, 2011.